Da terra de onde vim trago apenas o cheiro na memória
Sempre que passo pelos teus terrenos lavrados e negros
Do alto lá dos céus registo as formas deles e do teu corpo
Esse corpo esguio alto e forte,queimado pelo sol destes dias braseiros
Um sorriso cegante que suprime o folgo e atordoa
O teu nome não sei, nem nunca quererei saber
Ouvir a tua voz também não desejo
Já me chega este estado olvido em que permaneço por horas
Chega-me sonhar com o nobre toque da tua pele rude, asperamente castigada pela vida
Chega-me repassar por ti para sentir o xará dia após dia
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