Afasto-me e sinto-te tão perto que a ausência não marca
A angústia numa coexistência em cadência mareada vai minando o nosso dia a dia
Sabes meu amor, às vezes penso em ti e sinto um misto de dor e alegria
São tempos difíceis e cada um caminha pelos próprios pés
Entropiado na minha permanente dedicação,afasto-me...
Desesperas por emergir ... e eu também !
terça-feira, 28 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Menina que montas - ES
Insegura montas na tua Senhorita
Aos poucos conquistas o teu mundo
A trote rápido ou galope voador
Vai menina , cresce da manta à sela
Chega à frente, empurra a barriga para a frente
Uma e outra e outra e outra não desistas, nunca desistas
Pernas firmes , mãos à cintura e pés fora do estribo
Levanta a cabeça, barriga para a frente ...estás solta
Sente a andadura da égua , sente ...empurra barriga para a frente
VÊS como consegues , isso ...ISSO!!! sente....SENTE!!...
Aos poucos conquistas o teu mundo
A trote rápido ou galope voador
Vai menina , cresce da manta à sela
Chega à frente, empurra a barriga para a frente
Uma e outra e outra e outra não desistas, nunca desistas
Pernas firmes , mãos à cintura e pés fora do estribo
Levanta a cabeça, barriga para a frente ...estás solta
Sente a andadura da égua , sente ...empurra barriga para a frente
VÊS como consegues , isso ...ISSO!!! sente....SENTE!!...
Xará - ES
Da terra de onde vim trago apenas o cheiro na memória
Sempre que passo pelos teus terrenos lavrados e negros
Do alto lá dos céus registo as formas deles e do teu corpo
Esse corpo esguio alto e forte,queimado pelo sol destes dias braseiros
Um sorriso cegante que suprime o folgo e atordoa
O teu nome não sei, nem nunca quererei saber
Ouvir a tua voz também não desejo
Já me chega este estado olvido em que permaneço por horas
Chega-me sonhar com o nobre toque da tua pele rude, asperamente castigada pela vida
Chega-me repassar por ti para sentir o xará dia após dia
Sempre que passo pelos teus terrenos lavrados e negros
Do alto lá dos céus registo as formas deles e do teu corpo
Esse corpo esguio alto e forte,queimado pelo sol destes dias braseiros
Um sorriso cegante que suprime o folgo e atordoa
O teu nome não sei, nem nunca quererei saber
Ouvir a tua voz também não desejo
Já me chega este estado olvido em que permaneço por horas
Chega-me sonhar com o nobre toque da tua pele rude, asperamente castigada pela vida
Chega-me repassar por ti para sentir o xará dia após dia
segunda-feira, 20 de junho de 2011
o novo Eu -ES
Aos poucos sinto todas as novas células
Aos poucos liberto-me e transformo-me
O razoável toma a forma do meu corpo
Tornar-me-ei sustentável ... um híbrido
Uma nova confiança neste novo Eu
Aos poucos liberto-me e transformo-me
O razoável toma a forma do meu corpo
Tornar-me-ei sustentável ... um híbrido
Uma nova confiança neste novo Eu
domingo, 19 de junho de 2011
Volta amor - ES
Meu amor não falas, nem queres ouvir
Cansaste-te do ciúme doentio e do desespero
Não me desejas e já nem vives para mim meu amor
Deitas-te sem os meus afagos e pior, sem os desejar
O que perdi e o que seria se eu tivesse sido outro
Se na ausência do desiquilíbrio, do ciúme e da angústia tivessemos vivido em harmonia plena
Do teu sorriso brilhante só restam os lábios que me mandam calar
A tua voz calma e envolvente foi dobrada pela rigidez das palavras agudas e roucas
Se me desejas meu amor volta.Volta que desespero por te ouvir e tocar
O vazio da noite traz-me o frio destas quatro paredes
Nāo me vês , nāo me sentes . A negativa impera em plena agonia
Longe vai o tempo.Muito ao largo se encontra essa necessidade de me teres ao teu lado
Volta por favor ,volta
Cansaste-te do ciúme doentio e do desespero
Não me desejas e já nem vives para mim meu amor
Deitas-te sem os meus afagos e pior, sem os desejar
O que perdi e o que seria se eu tivesse sido outro
Se na ausência do desiquilíbrio, do ciúme e da angústia tivessemos vivido em harmonia plena
Do teu sorriso brilhante só restam os lábios que me mandam calar
A tua voz calma e envolvente foi dobrada pela rigidez das palavras agudas e roucas
Se me desejas meu amor volta.Volta que desespero por te ouvir e tocar
O vazio da noite traz-me o frio destas quatro paredes
Nāo me vês , nāo me sentes . A negativa impera em plena agonia
Longe vai o tempo.Muito ao largo se encontra essa necessidade de me teres ao teu lado
Volta por favor ,volta
quarta-feira, 15 de junho de 2011
É preciso - ES
É preciso que o mundo pare e olhe com olhos de ver.
É preciso que numa explosão de contentamento, o liberte.
É preciso que o ódio , a mágoa, as armas e o engano sejam encarcerados.
Cultivar campos de amores perfeitos e giraçois que nos voltem ao sol.
Multiplicar beijos, lançar a semente do futuro sobre os campos
É preciso que nos olhemos sem desconfiança e aprendamos a amar.
Urge uma fé sem religião...Um sentimento puro de união.
É preciso que numa explosão de contentamento, o liberte.
É preciso que o ódio , a mágoa, as armas e o engano sejam encarcerados.
Cultivar campos de amores perfeitos e giraçois que nos voltem ao sol.
Multiplicar beijos, lançar a semente do futuro sobre os campos
É preciso que nos olhemos sem desconfiança e aprendamos a amar.
Urge uma fé sem religião...Um sentimento puro de união.
AMIGO - E.S
Sabes AMIGO, és um exemplo de CORAGEM
De repente, o homem que era um completo estranho mostrou-me outro lado da VIDA.
Ouvir as tuas palavras de uma coerência viciante trás-me o conforto da AMIZADE há muito perdido.
A tua COMPANHIA deixa-me TRANQUILO.És o exemplo VIVO de que nada mais importa nesta VIDA.
VIVENDO um dia de cada vez VENCESTE essa doença maldita.
Sabes tenho TANTO ORGULHO em TI.
De repente, o homem que era um completo estranho mostrou-me outro lado da VIDA.
Ouvir as tuas palavras de uma coerência viciante trás-me o conforto da AMIZADE há muito perdido.
A tua COMPANHIA deixa-me TRANQUILO.És o exemplo VIVO de que nada mais importa nesta VIDA.
VIVENDO um dia de cada vez VENCESTE essa doença maldita.
Sabes tenho TANTO ORGULHO em TI.
Pai - E.S
Poderia falar tanto de ti meu pai.
Da primeira pistola de fulminantes circulares que me ofereceste para me calares do pranto que trazia quando cegamente me resgataste.Sabes pai, nesse menino de dois anos já existia um homem.
Poderia falar de dois meninos graúdos que mais tarde entraram pela porta.
De uma "mãe imposta" em todos as medidas e posições.
Poderia falar nas noites em que me afagaste, abraçando-me na cama sem me deixar respirar.
Com a mesma mão que adormecia sobre mim,segurava noutras alturas os cintos e cabos para vincar a minha pele macia.
Da tua mão aberta, tudo se apagou...Recordo as mesas partidas , os narizes, os gritos e as bocas a sangrar.
Das noites descobertas de conforto... Em pranto amargo e salgado.
Hoje pai , nem sei que diga das memórias que trago. Dos Natais , Páscoas e outras alturas de alegria .Mas a festa era na porta ao lado.
Da guerra que fazias e das baixas que causavas todos os dias.Ostracizaste, destruíste TUDO.
Não sinto saudade , sinto mágoa .Sinto o desespero de não estares vivo para te poder dizer tudo .Guardo a raiva do meu luto, de nem sequer teres vivido o suficiente para ter oportunidade de te dizer o quanto me magoaste.
Hoje resta o cheiro a formol do teu corpo frio prostrado naquele caixão que quase tombei de raiva, das cicatrizes na tua face que nunca irão sarar.Do cheiro fétido da terra que cobriu o teu caixão .
Da primeira pistola de fulminantes circulares que me ofereceste para me calares do pranto que trazia quando cegamente me resgataste.Sabes pai, nesse menino de dois anos já existia um homem.
Poderia falar de dois meninos graúdos que mais tarde entraram pela porta.
De uma "mãe imposta" em todos as medidas e posições.
Poderia falar nas noites em que me afagaste, abraçando-me na cama sem me deixar respirar.
Com a mesma mão que adormecia sobre mim,segurava noutras alturas os cintos e cabos para vincar a minha pele macia.
Da tua mão aberta, tudo se apagou...Recordo as mesas partidas , os narizes, os gritos e as bocas a sangrar.
Das noites descobertas de conforto... Em pranto amargo e salgado.
Hoje pai , nem sei que diga das memórias que trago. Dos Natais , Páscoas e outras alturas de alegria .Mas a festa era na porta ao lado.
Da guerra que fazias e das baixas que causavas todos os dias.Ostracizaste, destruíste TUDO.
Não sinto saudade , sinto mágoa .Sinto o desespero de não estares vivo para te poder dizer tudo .Guardo a raiva do meu luto, de nem sequer teres vivido o suficiente para ter oportunidade de te dizer o quanto me magoaste.
Hoje resta o cheiro a formol do teu corpo frio prostrado naquele caixão que quase tombei de raiva, das cicatrizes na tua face que nunca irão sarar.Do cheiro fétido da terra que cobriu o teu caixão .
Cláudia - E.S
Sabes Cláudia,as palavras que poderia oferecer-te de nada valem agora
Foste-te muito antes de eu te procurar e estávamos bem perto
A primeira vez que te vi foi a única e o tempo não apagou essa imagem
O teu olhar terno e cismático não passou despercebido naquele dia mana
Hoje sou um homem triste por não te conhecer melhor .Por não te ter abraçado vezes sem conta
Deixaste ofendidos os corações de quem te ama ao partires dessa forma
Hoje trago o teu fio no punho , enrolado como uma pulseira para o ver melhor
Ao peito, ainda que não à vista, trago-te a ti mana e à memória daquele dia
Foste-te muito antes de eu te procurar e estávamos bem perto
A primeira vez que te vi foi a única e o tempo não apagou essa imagem
O teu olhar terno e cismático não passou despercebido naquele dia mana
Hoje sou um homem triste por não te conhecer melhor .Por não te ter abraçado vezes sem conta
Deixaste ofendidos os corações de quem te ama ao partires dessa forma
Hoje trago o teu fio no punho , enrolado como uma pulseira para o ver melhor
Ao peito, ainda que não à vista, trago-te a ti mana e à memória daquele dia
terça-feira, 14 de junho de 2011
Não entendo -E.S
Não entendo...
Não entendo como me amas...
Não entendo como me desejas ardentemente e sustentas tudo em mim...
Não entendo ,simplesmente não consigo ...
Sou apenas eu, sou alguém ...
No esquecimento do mundo, e REPARA TU nós em breve seremos todos pó...
Por vezes vejo-me e dizes..."não te vês ao espelho?Não tens noção da tua imagem?"
Eu respondo "Sim"
Mas esse sim desconfiante dessa altivês... "Sinto-me despiciendo" replico!
"Perdi a graça da adolescência!"
"O corpo elástico cheiroso..."
"Perdi a graça da dentadura brilhante cal!"
"O cheiro a mel do meu suor deu lugar ao fétido desodorizante"
Hoje sou apenas um odre velho que deseja o teu vinho novo.
Não entendo como me amas...
Não entendo como me desejas ardentemente e sustentas tudo em mim...
Não entendo ,simplesmente não consigo ...
Sou apenas eu, sou alguém ...
No esquecimento do mundo, e REPARA TU nós em breve seremos todos pó...
Por vezes vejo-me e dizes..."não te vês ao espelho?Não tens noção da tua imagem?"
Eu respondo "Sim"
Mas esse sim desconfiante dessa altivês... "Sinto-me despiciendo" replico!
"Perdi a graça da adolescência!"
"O corpo elástico cheiroso..."
"Perdi a graça da dentadura brilhante cal!"
"O cheiro a mel do meu suor deu lugar ao fétido desodorizante"
Hoje sou apenas um odre velho que deseja o teu vinho novo.
Menina -E.S
Sabes menina; Desde o primeiro dia até hoje deixaste marcas.
Muitas , na sua maioria maravilhosas. Outras, poucas e despiciendas.
Sabes menina; Se fosses um menino serias perfeita... Ainda que sendo menina me deste tudo o que eu sustentei querer em décadas.
Sabes menina; tens tudo para fazer um homem feliz...É SÓ QUERERES esse outrém!!
Sabes; Continuas uma menina....!!
Uma menina doce e maravilhosa!
És a menina que todos querem... Eu não querendo tive-te orgulhosamente!
Mas menina não te esqueças que o passado é valor!Nada se perde, o que viveste e em felicidade é Maravilhoso!
Isso ninguém nos tira!
O presente de hoje será o futuro. Só tu tens as ferramentas para o maneio!!!
Boa sorte menina mulher!
Muitas , na sua maioria maravilhosas. Outras, poucas e despiciendas.
Sabes menina; Se fosses um menino serias perfeita... Ainda que sendo menina me deste tudo o que eu sustentei querer em décadas.
Sabes menina; tens tudo para fazer um homem feliz...É SÓ QUERERES esse outrém!!
Sabes; Continuas uma menina....!!
Uma menina doce e maravilhosa!
És a menina que todos querem... Eu não querendo tive-te orgulhosamente!
Mas menina não te esqueças que o passado é valor!Nada se perde, o que viveste e em felicidade é Maravilhoso!
Isso ninguém nos tira!
O presente de hoje será o futuro. Só tu tens as ferramentas para o maneio!!!
Boa sorte menina mulher!
Confiança - E.S
A confiança .Quando nunca traída, vale o conforto dos milhões com que sempre sonhaste
Uma frase de despedida ...D.S
"Tudo fica , mesmo quando tudo se acaba.Um romance, uma paixão ou um caminho. Na minha vida só houve um abraço como o teu"
a aquele que ao abrigo das suas curiosidades me destruiu -E.S
Sabias que procurava um porto de abrigo.
Mas em jeito de criminoso lá foste conseguindo os teus desideratos
Não te vou ver mais meu irmão ... nem sei se te amo se te odeio
Cegaste a criança que houve em mim
Transformaste-me num monstro sedento ... o ódio , uma angústia desmedida
Estava só, num lar desconhecido
Sinto vergonha, sinto nojo do passado e nada apagará isso
E já te disse !!
Não me lembras mais do que o luto negro da minha infância...
É tudo, ADEUS!!
Mas em jeito de criminoso lá foste conseguindo os teus desideratos
Não te vou ver mais meu irmão ... nem sei se te amo se te odeio
Cegaste a criança que houve em mim
Transformaste-me num monstro sedento ... o ódio , uma angústia desmedida
Estava só, num lar desconhecido
Sinto vergonha, sinto nojo do passado e nada apagará isso
E já te disse !!
Não me lembras mais do que o luto negro da minha infância...
É tudo, ADEUS!!
aos meus doces meninos - E.S
Pelos meus meninos permaneço
Num desejo confesso de os ver crescer
Cada palavra ou gesto agradeço
Como raios de sol em pleno amanhecer
Como aqueles que me atravessam
Quanto vos amo nem eu sei , apenas vos amo incondicionalmente
Num desejo confesso de os ver crescer
Cada palavra ou gesto agradeço
Como raios de sol em pleno amanhecer
Como aqueles que me atravessam
Quanto vos amo nem eu sei , apenas vos amo incondicionalmente
Ao meu E.A - E.S
Conto mais de mil todas as noites, mil olhares sobre ti deitado meu amor
Numa tentativa absurda de te absorver com os meus mimos abraço-te
Digo-te mil vezes o quanto te amo e pergunto outras mil o quanto me queres
Se ao menos eu soubesse como ... como te fazer sorrir mais , como te fazer feliz...
No desespero da tua doença adoeço ... dia após dia esmoreço.
Às vezes meu amor sinto que te perco aos poucos.Aos poucos abandonas-te , abandonas-me no silêncio do dia a dia... E essa forma triste que vives não é tua ..Quero-te de novo... Quero aquele que um dia esfregou as mãos de uma alegria contagiosa após um beijo meu.Como que um
menino com um brinquedo novo...
Acredito por isso ainda existo . E tu nesse primeiro dia desencadeaste uma reacção em mim ...mudaste as nossas vivas para sempre....
Numa tentativa absurda de te absorver com os meus mimos abraço-te
Digo-te mil vezes o quanto te amo e pergunto outras mil o quanto me queres
Se ao menos eu soubesse como ... como te fazer sorrir mais , como te fazer feliz...
No desespero da tua doença adoeço ... dia após dia esmoreço.
Às vezes meu amor sinto que te perco aos poucos.Aos poucos abandonas-te , abandonas-me no silêncio do dia a dia... E essa forma triste que vives não é tua ..Quero-te de novo... Quero aquele que um dia esfregou as mãos de uma alegria contagiosa após um beijo meu.Como que um
menino com um brinquedo novo...
Acredito por isso ainda existo . E tu nesse primeiro dia desencadeaste uma reacção em mim ...mudaste as nossas vivas para sempre....
A minha mãe -E.S
Vês como cresci mãe?
Do menino aloirado de olhos doces rasgados
Cresceu um homem forte , um sobrevivente
Sabes porquê mãe?Pois não sabes , mas eu digo-te
Da minha infância , na minha adolescencia, na minha puberdade
No meu primeiro medo, o que me fez chorar, gritar no silêncio da minha dor
Um desejo constante de uma morte súbita ...
Sem uma mão adulta desinteressada eu cresci.
Entre uma mão cheia e transversal de abusos onde estavas tu mãe?
A tua obrigação era proteger-me , não era? Mas nunca estiveste e não estás.
Por muita pena que tenhas, acredita que a pena é toda minha...
Às vezes penso como seria
Estar contigo mãe
Na amargura deste meu desejo
Sinto um prazer nunca experimentado
Do menino aloirado de olhos doces rasgados
Cresceu um homem forte , um sobrevivente
Sabes porquê mãe?Pois não sabes , mas eu digo-te
Da minha infância , na minha adolescencia, na minha puberdade
No meu primeiro medo, o que me fez chorar, gritar no silêncio da minha dor
Um desejo constante de uma morte súbita ...
Sem uma mão adulta desinteressada eu cresci.
Entre uma mão cheia e transversal de abusos onde estavas tu mãe?
A tua obrigação era proteger-me , não era? Mas nunca estiveste e não estás.
Por muita pena que tenhas, acredita que a pena é toda minha...
Às vezes penso como seria
Estar contigo mãe
Na amargura deste meu desejo
Sinto um prazer nunca experimentado
partiste... E.S
Partiste mas não o sinto
Fiquei para trás ou não
Assim já nem te minto
Encontrei-me na solidão
Por não mentir curei-me
Da angústia insólita
Do desejo e da cólica
E dos partos afastei-me
Se desejas voltar desiste
Comigo nunca te abriste
Nunca em grande pranto fugiste
Nunca na maior alegria sorriste
Desconsolado vivi e sobrevivi
Agora vou viver
O melhor do meu ser
Experimentar o que nunca senti
Não voltes por favor
Porque se voltares , eu aceito-te...
Fiquei para trás ou não
Assim já nem te minto
Encontrei-me na solidão
Por não mentir curei-me
Da angústia insólita
Do desejo e da cólica
E dos partos afastei-me
Se desejas voltar desiste
Comigo nunca te abriste
Nunca em grande pranto fugiste
Nunca na maior alegria sorriste
Desconsolado vivi e sobrevivi
Agora vou viver
O melhor do meu ser
Experimentar o que nunca senti
Não voltes por favor
Porque se voltares , eu aceito-te...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
NÃO CORRAS - E.S
Não corras que cais menino
Partes um osso pelo caminho
Ao médico irás para te curar
Mas não te fará sarar
Sonhas com Deuses e Reinos
Acordas sem pão na mesa
És menino na marquesa
De osso partido e gesso com desenhos
Serás sempre assim sonhador
mesmo sempre com aquele amargor
Serás um Homem grande e farás
Do teu sonho um pesadelo , matarás
Matarás nas guerras e nos sonhos
Ficarás sempre amargo
Na desilusão de um afago
Angústia permanente com dor nos punhos
De esmurrar o mundo te fartarás
Nunca aprenderás
Nunca saberás amar
E terás sempre tudo para dar
És menino SÓ ISSO ...
Partes um osso pelo caminho
Ao médico irás para te curar
Mas não te fará sarar
Sonhas com Deuses e Reinos
Acordas sem pão na mesa
És menino na marquesa
De osso partido e gesso com desenhos
Serás sempre assim sonhador
mesmo sempre com aquele amargor
Serás um Homem grande e farás
Do teu sonho um pesadelo , matarás
Matarás nas guerras e nos sonhos
Ficarás sempre amargo
Na desilusão de um afago
Angústia permanente com dor nos punhos
De esmurrar o mundo te fartarás
Nunca aprenderás
Nunca saberás amar
E terás sempre tudo para dar
És menino SÓ ISSO ...
É com medo que te digo não - E.S
É assim que me despeço
Sem abraço me aqueço
Só numa angústia desmedida
Sofro, mas não mostro na despedida
Vou sem lugar marcado
Sigo um caminho, mas desolado
Sem ti resta pouco de mim
Sem ti não terei bom fim
BASTA, Basta de nada
Basta de tudo
Sem nada e amargurado
irei encontrar-me perdido nesta estrada
Basta já fui, BASTA!!!
Sem abraço me aqueço
Só numa angústia desmedida
Sofro, mas não mostro na despedida
Vou sem lugar marcado
Sigo um caminho, mas desolado
Sem ti resta pouco de mim
Sem ti não terei bom fim
BASTA, Basta de nada
Basta de tudo
Sem nada e amargurado
irei encontrar-me perdido nesta estrada
Basta já fui, BASTA!!!
É urgente o Amor - Eugénio de Andrade
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Onde me levas, rio que cantei - Eugénio de Andrade
Onde me levas, rio que cantei,
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me leva?, que me custa tanto.
Não quero que conduzas ao silêncio
duma noite maior e mais completa.
com anjos tristes a medir os gestos
da hora mais contrária e mais secreta.
Deixa-me na terra de sabor amargo
como o coração dos frutos bravos.
pátria minha de fundos desenganos,
mas com sonhos, com prantos, com espasmos.
Canção, vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca.
Há outra fase na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca.
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me leva?, que me custa tanto.
Não quero que conduzas ao silêncio
duma noite maior e mais completa.
com anjos tristes a medir os gestos
da hora mais contrária e mais secreta.
Deixa-me na terra de sabor amargo
como o coração dos frutos bravos.
pátria minha de fundos desenganos,
mas com sonhos, com prantos, com espasmos.
Canção, vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca.
Há outra fase na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca.
Adeus - Eugénio de Andrade
Adeus
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
(foi mantida a grafia original)
Eugénio de Andrade (José Fontinhas) é um inspirado poeta português nascido em Póvoa de Atalaia (Fundão), a 19 de Janeiro de 1923. Aos sete anos vai para Lisboa com sua mãe, lá residindo até 1950, exceto nos anos de 1943 a 1946, quando viveu em Coimbra. Em 1947 ingressa nos quadros dos Serviços Médico-Sociais, do Ministério da Saúde, onde desempenhará durante 35 anos a mesma função - a de inspetor administrativo - pois nunca se dispôs a fazer concursos de promoção. A sua transferência para a cidade do Porto, por razões de serviço, deu-se em Dezembro de 1950, e quando houve oportunidade para voltar a Lisboa, motivação já não havia pois sua mãe falecera. Apesar do seu prestígio, face ao reconhecimento internacional de sua obra, o poeta vive extremamente distanciado do que se chama vida social, literária ou mundana, avesso à comunicação social, arredado de encontros, colóquios, congressos, etc., e as suas raras aparições em público devem-se a "essa debilidade do coração, que é a amizade", devendo encarar-se do mesmo modo o fato de ser membro da Academia Mallarmé, de Paris. Cabe aqui referir que nunca concorreu aos prêmios que lhe foram atribuídos, como nunca ninguém o viu usar usar qualquer insígnia das condecorações com que foi agraciado. A poesia que escreve é honra que lhe parece suficiente.
A obra de Eugénio de Andrade, além de sua poesia, prosa, livros infantis e traduções, é também engrandecida pelas antologias que organizou, em sua maioria sobre a terra portuguesa,caracterizadas por uma total ausência de preconceitos e sectarismos literários. Traduzido em cerca de vinte línguas, a poesia de Eugénio de Andrade tem sido estudada e comentada por, entre outros, Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Oscar Lopes, António José Saraiva, Eduardo Lourenço, Jorge de Sena, Eduardo Prado Coelho, Arnaldo Saraiva, Joaquim Manuel Magalhães, Ángel Crespo, Carlo V. Cattaneo, e suscitado o interesse de vários músicos, entre os quais Fernando Lopes-Graça, Jorge Peixinho e Filipe Pires. O poeta foi o distinguido com a edição do ano 2000 doPrêmio Vida Literária, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE).
No dia 10 de julho de 2001, aos 78 anos, foi agraciado com o Prêmio Camões 2001, considerado o mais importante prêmio da língua portuguesa, pelo conjunto de sua obra. Passa a fazer companhia a outros grandes nomes de nossa literatura, já premiados, como José Saramago e Sophia de Mello Breyner (portugueses), e Autran Dourado, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Antônio Cândido (brasileiros).
O poeta faleceu na cidade do Porto, em Portugal, no dia 13 de junho de 2005.
A obra de Eugénio de Andrade, além de sua poesia, prosa, livros infantis e traduções, é também engrandecida pelas antologias que organizou, em sua maioria sobre a terra portuguesa,caracterizadas por uma total ausência de preconceitos e sectarismos literários. Traduzido em cerca de vinte línguas, a poesia de Eugénio de Andrade tem sido estudada e comentada por, entre outros, Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Oscar Lopes, António José Saraiva, Eduardo Lourenço, Jorge de Sena, Eduardo Prado Coelho, Arnaldo Saraiva, Joaquim Manuel Magalhães, Ángel Crespo, Carlo V. Cattaneo, e suscitado o interesse de vários músicos, entre os quais Fernando Lopes-Graça, Jorge Peixinho e Filipe Pires. O poeta foi o distinguido com a edição do ano 2000 doPrêmio Vida Literária, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE).
No dia 10 de julho de 2001, aos 78 anos, foi agraciado com o Prêmio Camões 2001, considerado o mais importante prêmio da língua portuguesa, pelo conjunto de sua obra. Passa a fazer companhia a outros grandes nomes de nossa literatura, já premiados, como José Saramago e Sophia de Mello Breyner (portugueses), e Autran Dourado, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Antônio Cândido (brasileiros).
O poeta faleceu na cidade do Porto, em Portugal, no dia 13 de junho de 2005.
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